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Dona Yayá, aos 23 anos. |
Sebastiana de Melo Freire (Mogi das Cruzes, 21 de janeiro de 1887, São Paulo), mais conhecida como Dona Yayá, foi membro de uma das famílias mais importantes de sua época.
Infelizmente sua vida foi marcada por tragédias. Uma de suas irmãs, aos três anos de idade morreu asfixiada, pouco tempo depois sua outra irmã foi vítima de uma infecção por tétano e faleceu aos treze anos de idade. Em 1899, sua mãe morre e dois dias depois, seu pai.
Aos doze anos se tornou órfã e passou a ser criada por Albuquerque Lins, um amigo da família, junto com seu único irmão, Manuel.
Yayá começou a frequentar o Colégio Sion, e seu irmão ingressava na Faculdade de Direito. Em 1905, uma nova tragédia veio acabar com o resto de sanidade que havia lhe restado.
Seu irmão Manuel(23 anos), desde criança foi diagnosticado com distúrbios mentais, suicidou-se, se jogando ao mar durante uma viagem a bordo de um navio. Com a morte do irmão, Yayá tornou-se a única herdeira de uma grande fortuna.
Chegou a usufruir pouco tempo de sua fortuna, morava em um palacete no centro de São Paulo, recebia amigos e promovia festas, e apesar de tudo era um membro ativo da alta sociedade. Considerada uma mulher independente, bem diferente das mulheres de sua época. Chegou a rejeitar centenas de pretendentes, optando por não se casar.
Anos depois, em 1918, os primeiros sintomas de psicose esquizofrênica se manifestaram e um ano depois ela tentou tirar a própria vida, sendo internada e interditada. Ela não pode ficar sendo cuidada em sua casa, pois não existia estrutura adequada para mantê-la longe de perigos.
Em 1925, os seus responsáveis adquiriram um casarão no bairro do Bixiga, bem afastado da cidade. Várias pessoas tentaram entrar na justiça para se "apossar" dos bens da Yayá.
Ela tinha todos os recursos necessários para o tratamento de sua doença, os melhores profissionais da época, mas a doença progrediu de maneira muito rápida.
Em suas crises ela chegava a bater contra as paredes, ferir-se com qualquer objeto, falava coisas aleatórias, queixava-se de ser ameaçada de morte e de sofrer abusos, vivia chorando e pedindo o filho que nunca teve, ela imaginava amamentá-lo e o colando para dormir.
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Casa de dona Yayá |
A herança deixada por ela corresponde à maior fortuna já recebida pela USP.
A Casa da Dona Yayá ficou conhecida como assombrada, há relatos de pessoas que ouvem uma mulher chorando e gritando no local e que as vezes até aparece nas janelas da casa.
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