Conspiração: Experimento Tuskegee





Estudo da Sífilis não Tratada de Tuskegee
Foi um experimento médico realizado secretamente em Tuskegee, Alabama, entre 1932 a 1972, pelo Serviço Público de Saúde dos Estados Unidos(SPS). Na época ainda não existia tratamento adequado para a sífilis.
Enfermeiro aplicando vacinas nos homens
Coleta de sangue das cobaias para o experimento em Tuskegee

No experimento foram usados 600 homens negros como cobaias, sendo que nenhum deles deu seu consentimento para participar da pesquisa e nunca foram informados sobre seu diagnóstico, sobre suas condições. Não tinham conhecimento de absolutamente nada, não sabiam nem quem estavam doentes.
Na época disseram para os participantes que eles eram portadores de "sangue ruim", que com a participação na pesquisa eles iriam receber um tratamento médico adequado, refeições gratuitas, transportes e a cobertura de despesas.
Dos 600 indivíduos, 399 tinha sífilis e foram usados para observar a progressão natural da doença sem o uso de medicamentos e os outros 201 homens saudáveis, serviram como base de comparação em relação aos pacientes infectados.
Arquivos Nacionais, Atlanta, GA (1932)

Mortes diretamente relacionadas a sífilis: 25.
Mortes por complicações relacionadas a doença: 100.
Consequentemente, 40 das esposas das cobaias haviam sido infectadas pelos seus respectivos companheiros e 19 de seus filhos nasceram com sífilis congênita. Mesmo após a descoberta do tratamento para sífilis na década de 50, todos os homens que participavam do experimento continuaram sendo mantidos sem o tratamento adequado. Foram colocados em uma lista, onde ficava proibido o tratamento em qualquer localidade ou que recebessem qualquer tipo de  ajuda. No final do experimento Tuskegee, só 74 pacientes havia sobrevivido.
Homem recebendo vacina
Uma denúncia a impressa foi feita por um membro da equipe e esse foi o fim do experimento, na época do estudo já existam normas para o respeito e a ética em pesquisas que envolvessem seres humanos. 


Peter Buxtun, fez a denuncia.
Depois da repercussão algumas vítimas e familiares receberam indenização pelas suas terríveis experiências vividas.
Originalmente programado para durar meses, o estudo se prolongou por 40 anos. O último participante do estudo morreu em janeiro de 2004.
Em 1997 ainda existiam 8 sobreviventes do experimento de Tuskegee, o governo fez um pedido de desculpas formais a todas as vitimas, todos que foram enganados durante o experimento.











Memorando do CDC com as ordens para finalização do estudo, 1972

Carta do Grupo de Estudos de Tuskegee convidando os participantes para receberem um "tratamento especial".








Fontes:
www.ufrgs.br
www.cdc.gov
worldofsecrets.org
https://msu.edu/course/hm/546/index.htm
worldofsecrets.org